domingo, 27 de abril de 2014
Estreia no canal pago Fox a 25ª temporada de 'Os Simpsons'!!! Domingo as 21:30 na FOX
Enquanto o horário nobre da TV brasileira ainda é dominado pelas novelas, a maior indústria audiovisual do mundo, a norte-americana, concentra suas forças no mais barulhento mercado do momento: as séries. Lá, a TV (aberta e por assinatura) aposta quase que exclusivamente em seriados divididos por temporadas e números fixos de episódios, algo que tem dado tão certo nos últimos anos que o termo “A Era de Ouro da TV” tem sido amplamente usado nos EUA — e em outros lugares — para explicar o fenômeno.
Em qualquer roda de amigos, nas redes sociais, na mesa do jantar e até no trabalho (bom, digamos que no horário de almoço), as séries, em algum momento, protagonizam as discussões. E não dá para dizer que há um estilo dominante ou responsável por tanto sucesso. Tramas políticas pesadas ('Homeland', 'Scandal'), comédias rasgadas ('Modern Family', 'The Big Bang Theory'), terror ('American Horror Story'), aventuras épicas ('Game of Thrones'), de ficção científica ('Almost Human', 'Believe'), fantasiosas ('Grimm', 'Once Upon a Time') e até recheadas de zumbis ('The Walking Dead') e vampiros ('True Blood') são alguns dos temas das mais prestigiadas produções.
E, apesar de a supremacia ainda ser americana, a tendência se espalhou. Séries britânicas, como 'Downton Abbey' e 'Sherlock', sacudiram o mercado e figuram no ranking das melhores produções do momento. Até mesmo o Brasil passou a investir mais no formato. A Globo teve grande destaque recentemente com 'Amores Roubados' e as séries policiais 'A Teia' e 'O Caçador', enquanto a Record se debruçou em séries religiosas como 'Rei Davi', 'José do Egito' e 'Sansão e Dalila' (todas vendidas para o catálogo do Netflix).
Falando nisso, serviço de TV por internet é outro destaque recente. O 'Netflix', mais do que compilar conteúdo para oferecê-lo por meio de uma assinatura, produz as próprias (e excelentes) séries, entre elas 'House of Cards' e 'Orange Is The New Black'.
Ou seja, não há como fugir dessa demanda. Exatamente por isso, o tema será amplamente abordado numa coluna semanal, a 'SERÍ(E)SSIMA', todo domingo. Um espaço com o melhor desse formato, incluindo entrevistas, novas temporadas, análise de episódios e até spoilers.
'Os Simpsons'
O momento não poderia ser melhor para iniciar essa prazerosa discussão. Afinal, neste domingo se celebra aquela que é considerada por muitos uma das melhores séries de todos os tempos. 'Os Simpsons' entra no 25º ano neste domingo (28), às 21h30, na Fox, com um episódio que, ironicamente, homenageia outra série de sucesso: 'Homeland'. O humor ácido e as boas sacadas estão lá, como sempre, mas quem acompanha a série do título vai se divertir mais.
O capítulo inicial, entretanto, não é o que mais chamará a atenção dos brasileiros. Doze anos depois de Homer, Bart, Lisa, Marge e Maggie visitarem o Brasil, cá estão eles de volta no episódio 16, que já foi ao ar nos EUA em 30 de março. Em 'You don’t have to live like a referee' (Você não precisa viver como um árbitro, em tradução livre), Lisa faz um belo discurso sobre Homer ser o seu herói e o vídeo se torna viral na internet. Com a repercussão positiva, o chefe da família é convidado a apitar na Copa do Mundo, já que a entidade organizadora está repleta de juízes corruptos, precisando desesperadamente limpar sua imagem com alguém íntegro.
Assim como aconteceu em 'O Feitiço de Lisa' (15º episódio da 13ª temporada), quando a família foi sequestrada no Rio de Janeiro e cobras e macacos circulavam pelas ruas, não faltam críticas aos problemas do País e referências, no mínimo, polêmicas. Aliás, Marge compra um tablet para aprender português e “evitar mal-entendidos no Brasil como da última vez”.
Em épocas que qualquer piada vira ofensa e processo, muitos não vão gostar de ver um macaco como símbolo da Air Brasilia, o desmatamento da Amazônia ou traficantes dentro dos estádios. Mas há, sim, momentos realmente divertidos. O craque da nossa seleção, por exemplo, chamado de El Divo, só sabe simular faltas. Um legítimo cai-cai. Será que conhecemos alguém assim?! Mas, relaxe, pois isso não será um problema para o time, já que o Brasil vai para a final do campeonato para enfrentar a Alemanha. O resultado, bom, vai depender se Homer aceita ou não os inúmeros subornos oferecidos, valores que chegam a US$ 1 milhão. Piada? Torçamos para que sim. E enquanto a Copa real não vem, vale se divertir com o seriado de ficção mais longo de todos os tempos. E bota se divertir nisso.
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